O essencial que seu cabelo pode estar pedindo - Espaço Pitanga O essencial que seu cabelo pode estar pedindo - Espaço Pitanga

O essencial que seu cabelo pode estar pedindo: menos produto, mais equilíbrio

Se você não usa óleo vegetal no cabelo,
está ignorando uma das maiores necessidades do fio

O cuidado capilar natural começa quando paramos de tratar o cabelo com excesso de produtos e voltamos ao essencial.

Primeiro de tudo, precisamos desfazer a ideia de que todo óleo é prejudicial, que vai “sujar” o cabelo ou até “fritar” os fios se você sair no sol. Cerca de 9% da fibra capilar é composta por lipídios, ou seja, gorduras naturais essenciais para a saúde do cabelo.

Além disso, os óleos vegetais são extraídos de sementes e alimentos naturais que contêm compostos vitamínicos de alto valor nutricional, além de ácidos graxos que o nosso organismo não produz naturalmente. Ou seja, esses óleos têm a capacidade de penetrar nos fios e auxiliar na reposição de nutrientes importantes para a saúde capilar.

Na estrutura do fio, os lipídios têm a função de manter as células coesas e unidas, como um cimento que mantém os tijolos grudados uns aos outros. Quando o cabelo está com o equilíbrio lipídico adequado, há uma redução significativa da porosidade, mais brilho e mais resistência à quebra.

Todos os dias somos expostos a fatores que favorecem a perda desse equilíbrio lipídico, como:

  • Exposição ao sol, vento, sal ou cloro;
  • Estresse, envelhecimento, desequilíbrios hormonais e deficiências nutricionais;
  • Água quente e uso frequente de fontes de calor;
  • Processos químicos como tintura, descoloração e alisamentos.

Assim como existem cabelos que precisam de mais ou menos óleo, também existem óleos mais densos e óleos mais finos, e essa escolha faz toda a diferença no resultado.
Óleos mais densos, como rícino, coco e manteigas vegetais, são mais encorpados, nutritivos e oclusivos. Eles são ideais para fios grossos, brancos, crespos, ressecados, porosos ou quimicamente danificados, que precisam de reposição lipídica mais profunda e maior proteção contra a perda de água.
Já óleos mais leves, como amêndoas, semente de uva ou abacate em versões mais fluidas, têm absorção rápida e funcionam melhor em cabelos finos, lisos ou ondulados, que podem pesar com facilidade.
No fim, não existe óleo “melhor”, existe o óleo certo para a necessidade, a densidade e a estrutura de cada fio.

Agora vou citar alguns óleos brasileiros riquíssimos, para você fugir do óbvio e valorizar a nossa biodiversidade:

  • Pracaxi — Possui alto poder de condicionamento, ajuda a reduzir frizz, alinhar os fios e trazer brilho. Indicado para cabelos ressecados, porosos, volumosos ou com química. Também apresenta ação de proteção térmica natural;
  • Buriti — Rico em antioxidantes e betacaroteno, nutre profundamente e auxilia na proteção contra danos solares. Ótimo para fios opacos, sem vida e expostos ao sol;
  • Castanha-do-Pará — Nutritivo e mais leve, contribui para força, elasticidade e maciez sem pesar. Funciona muito bem para cabelos finos, médios ou levemente ressecados;
  • Por último, preciso exaltar o reparador de pontas da Live Aloe, que é campeão de elogios aqui no meu estúdio pelo seu aroma. Ele contém andiroba, pracaxi e Aloe Vera, ou seja, pode ser usado tranquilamente por cabelos ondulados e lisos, pois possui textura mais fluida (devido a babosa) e menos oleosa.

Existem várias formas de usar óleos vegetais no cabelo, e a escolha depende do objetivo e da necessidade do fio.
Eles podem ser usados como pré-shampoo, aplicados antes da lavagem para proteger do ressecamento; na umectação, com maior quantidade e tempo de pausa para reposição lipídica profunda; como finalizador, em pequenas gotas para selar pontas e reduzir frizz; misturados à máscara de tratamento, potencializando a nutrição; proteção antes de entrar no mar; ou até no day after e no dia a dia (se seu cabelo for seco), para devolver maciez e brilho entre as lavagens.

O mais importante é ajustar a quantidade e o tipo de óleo ao seu cabelo, às vezes, poucas gotas nas pontas já fazem toda a diferença